quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Caminhos



Na intensidade das coisas sinto-me flutuar ao céu

Em direção a algo gradativamente odioso

Ao caminho ouço pássaros num timbre uníssono

Não quero, preciso voltar!

Alguém por favor traga-me de volta...

As luzes dos seus olhos um dia me mostraram a direção

Mas agora eles estão tão perdidos quanto eu

Costumava ver flores brilhantes ao toque do sol

Costumava ter o próprio arco Iris em pó somente para mim

Quando perdi tudo isso que nem percebi?

Ou será que ainda os possuo, mas estou tão cega que não consigo vê-los ?

Mostre-me pela ultima vez onde vou encontrar a felicidade

Prometo não desviar desse caminho tão estreito e amargo

Como vou olhar pra trás se sinto que ainda não dei passo algum...

Vejo pessoas correndo, gritando, como se algo estivesse atrás delas... Atrás de mim ?

Começo a me sentir vazia com essa impressão, meu peito aperta e minhas mãos começam a me mostram o quanto estou com medo e perdida...

Tudo que eu gostaria era estar em frente ao mar contemplando a lua tocar a água em uma sintonia perfeita... Assim como em um inconsciente achar que poderia me juntar a ela... tão distintos ,porém, tão parecidos...

Me vejo novamente naquela estrada estreita, mas agora não está tão amarga quanto antes... O que mudo? Em que mudei?

Abra seus olhos, veja , sinta, tudo está diferente... Onde esta aquela escuridão que me assolava toda vez que me via sozinha? Neste instante vejo um novo começo, os mesmos pássaros de antes agora já cantam livres suas próprias composições...

(Emily Santana Limonges)

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